Lisboa, 22 Mar (Lusa) - A empresa portuguesa Lusoarenas será a responsável pela construção e administração de dois estádios de futebol no Brasil, em projetos avaliados em US$ 330 milhões (cerca de R$ 680 milhões), disse nesta quinta-feira à Agência Lusa Marco Antônio Herling, vice-presidente da empresa do grupo Espírito Santo.
O maior dos projetos, que, segundo Herling, "já está fechado", diz respeito à construção de um estádio de 45 mil lugares no Rio de Janeiro. As obras devem ser iniciadas ainda este ano, com previsão de conclusão para o começo de 2010.
Herling não quis revelar qual o clube carioca envolvido no projeto de US$ 180 milhões (R$ 370 milhões), justificando existir uma cláusula de confidencialidade no contrato, mas especula-se que seja o Fluminense.
Em "fase final de negociação", ainda segundo o vice-presidente da Lusoarenas, está o contrato relativo a um estádio para 40 mil espectadores em Salvador, na Bahia. A infra-estrutura, avaliada em US$ 150 milhões (R$ 308 milhões), vai atender aos dois clubes da cidade: o Vitória e o Bahia.
O estádio na Bahia tem também conclusão prevista para o início de 2010 e o contrato terá ainda de ser ratificado pelas autoridades municipais e estaduais.
Em ambos os casos, o contrato prevê a gestão dos estádios por um prazo de 30 anos, ao fim do qual o espaço é revertido para os clubes ou municípios. Contando com a assessoria do Banco Espírito Santo Investimento, a Lusoarenas mobiliza o financiamento, junto a investidores internacionais.
Um terceiro contrato da Lusoarenas, praticamente concluído, diz respeito a um centro de convenções no Brasil, no valor de R$ 100 milhões, sobre o qual Herling não quis adiantar detalhes.
Copa 2014
A empresa portuguesa, majoritariamente detida pelo empresário Antônio Espírito Santo Bustorff, procura assim tirar partido da intensa atividade no Brasil na renovação de infra-estruturas esportivas e de espetáculos, numa altura em que o país prepara a candidatura para a Copa do Mundo de 2014.
"Hoje temos no Brasil os nossos projetos mais adiantados, porque já os começamos há mais tempo. Decidimos acelerá-los, mas não foi o Mundial que nos levou a começá-los ", disse à Lusa o gestor brasileiro da Lusoarenas.
Fundada em 2000 pela Edifer, grupo ligado à construção civil, a Lusoarenas foi comprada em 2003 por Antônio Espírito Santo Bustorff. O capital da empresa é 100% português, repartido pelo referido empresário e pela Espírito Santo Capital.
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