Lisboa, 31 julho (Lusa) - A Cátedra Jaime Cortesão, ligada à Universidade de São Paulo, enviou, em seis anos, cerca de 70 alunos de diversas universidades brasileiras para realizar pesquisas nos arquivos portugueses com o apoio do Instituto Camões.
"Atualmente, temos quatro estudantes brasileiros realizando investigações em arquivos portugueses e espero que, até fevereiro de 2009, outros 13 alunos estejam em Portugal para dar continuidade às suas pesquisas", disse à Agência Lusa Vera Lúcia Amaral Ferlini, presidente da Cátedra Jaime Cortesão.
A entidade desenvolve atividades de pesquisa sobre o império português - entre os séculos 15 e 19, com destaque para a região atlântica - e estendeu, recentemente, o leque de pesquisas para a história medieval e contemporânea de Portugal.
Criada em 1991 após acordo entre a USP e o governo português, a Cátedra Jaime Cortesão reúne, atualmente, 40 professores e cerca de 120 alunos de todo o Brasil.
Em 1999, a entidade passou a ser vinculada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, sofrendo uma reformulação institucional e reatando o convênio com o Instituto Camões, que havia sido suspenso em 1997.
"O Instituto Camões foi fundamental na criação da cátedra e ainda nos apóia financeiramente. São cerca de 30 mil euros anuais, sendo 50% dessa verba destinada ao envio dos jovens pesquisadores a Portugal", disse a historiadora, acrescentando que outras instituições contribuem com a entidade, além da própria Universidade de São Paulo.
A cátedra oferece aos pesquisadores uma bolsa-auxílio de 700 euros por mês, com duração máxima de dois meses, e, entre seus parceiros portugueses estão as universidades de Lisboa, Nova de Lisboa, do Porto, Évora, Coimbra e a Técnica de Lisboa.
A presidente da cátedra, que está em Lisboa para reuniões de trabalho no Instituto Camões, disse que a Universidade de São Paulo costuma receber, todos os anos, dois professores portugueses para dar aulas.
Segundo a historiadora, o Instituto Camões também está fazer a ponte entre a cátedra e a Universidade de Bolonha, na Itália, para uma futura parceria em estudos e pesquisas neocoloniais.
"O Instituto Camões também se comprometeu a enviar todas as publicações que são de interesse da cátedra, o que vai contribuir bastante para o nosso acervo bibliográfico", contou a professora do Departamento de História da USP.
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